| Jefferson Kickhofel / RBS TV |
Receita de merendeiras de Piratini vence concurso nacional de alimentação escolar
Uma receita criada por duas merendeiras de uma escola de educação infantil de Piratini, no sul do Estado, venceu a votação popular da terceira edição do Concurso Melhores Receitas da Alimentação Escolar.
O sagu tropical, sobremesa sem adição de açúcar preparada com leite, morango, kiwi e manga, recebeu 1.482 votos e garantiu o primeiro lugar do Rio Grande do Sul na competição.
Ao todo, foram selecionadas 55 receitas vencedoras, sendo duas de cada unidade da Federação. A votação popular foi realizada entre os dias 15 e 30 de maio.
A receita foi desenvolvida por Manuela Ávila e Rita Farias, que atuam na Escola Municipal de Educação Infantil Meu Lar. O prato é servido regularmente na merenda das crianças e utiliza ingredientes provenientes da agricultura familiar.
Segundo Manuela, a ideia surgiu a partir da combinação de frutas disponíveis na época.
— Nós juntamos o que nós tínhamos no momento ali das frutas da estação. E foi algo muito aceito. A gente vem todos os dias aqui para dedicar o nosso melhor, com amor. Amor por eles — afirma.
A proposta chamou a atenção pelo caráter saudável. Por atender crianças da educação infantil, a sobremesa segue as orientações nutricionais da rede municipal e não leva açúcar na composição.
Rita Farias explica que a criação precisou respeitar todas as exigências da alimentação escolar.
— A gente não pode utilizar nada fora do padrão da escola. As crianças adoraram, chamou a atenção delas. Ver que elas chegam perto da gente e dizem "tia, está muito boa a merenda" é gratificante — relata.
Antes de ser inscrita no concurso, a receita foi testada junto aos alunos da escola. A aprovação das crianças foi determinante para que as merendeiras decidissem levá-la para a competição.
— A gente pensou na receita por causa das crianças, porque acreditava que chamaria a atenção delas. Fizemos o teste antes de participar do concurso e elas adoraram. Foi daí que surgiu a ideia de inscrever o prato — conta Rita.
Além de valorizar o trabalho das profissionais responsáveis pela alimentação escolar, a iniciativa busca incentivar hábitos alimentares saudáveis entre os estudantes.
De acordo com a nutricionista Aline Monteiro, a escola desempenha um papel importante na formação dos hábitos alimentares das crianças.
— A escola também é um ambiente de educação alimentar. Nós procuramos plantar essa sementinha da alimentação saudável. Aqui estamos em uma escola de educação infantil, então é zero açúcar até os três anos, justamente para que as crianças aprendam desde cedo. Nenhuma criança aprende se não estiver bem alimentada — destaca.
A conquista também evidencia o trabalho desenvolvido nas cozinhas escolares e o aproveitamento de alimentos produzidos localmente. Com ingredientes simples e acessíveis, o sagu tropical transformou frutas da estação em uma receita premiada nacionalmente, levando o nome de Piratini para além das fronteiras do Rio Grande do Sul.
Premiação
As 55 merendeiras e merendeiros vencedores receberão premiação individual de R$ 5 mil. As escolas representadas pelas receitas vencedoras também serão contempladas com R$ 8 mil cada, destinados à aquisição de equipamentos ou à melhoria da infraestrutura das cozinhas escolares.
Além disso, as preparações selecionadas serão reunidas em um e-book que reunirá experiências e boas práticas da alimentação escolar em todo o país.
A iniciativa integra o projeto Alimentação Escolar Nota 10 do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC).
Fonte: GZH Zona Sul
Ao todo, foram selecionadas 55 receitas vencedoras, sendo duas de cada unidade da Federação. A votação popular foi realizada entre os dias 15 e 30 de maio.
A receita foi desenvolvida por Manuela Ávila e Rita Farias, que atuam na Escola Municipal de Educação Infantil Meu Lar. O prato é servido regularmente na merenda das crianças e utiliza ingredientes provenientes da agricultura familiar.
Segundo Manuela, a ideia surgiu a partir da combinação de frutas disponíveis na época.
— Nós juntamos o que nós tínhamos no momento ali das frutas da estação. E foi algo muito aceito. A gente vem todos os dias aqui para dedicar o nosso melhor, com amor. Amor por eles — afirma.
A proposta chamou a atenção pelo caráter saudável. Por atender crianças da educação infantil, a sobremesa segue as orientações nutricionais da rede municipal e não leva açúcar na composição.
Rita Farias explica que a criação precisou respeitar todas as exigências da alimentação escolar.
— A gente não pode utilizar nada fora do padrão da escola. As crianças adoraram, chamou a atenção delas. Ver que elas chegam perto da gente e dizem "tia, está muito boa a merenda" é gratificante — relata.
Antes de ser inscrita no concurso, a receita foi testada junto aos alunos da escola. A aprovação das crianças foi determinante para que as merendeiras decidissem levá-la para a competição.
— A gente pensou na receita por causa das crianças, porque acreditava que chamaria a atenção delas. Fizemos o teste antes de participar do concurso e elas adoraram. Foi daí que surgiu a ideia de inscrever o prato — conta Rita.
Além de valorizar o trabalho das profissionais responsáveis pela alimentação escolar, a iniciativa busca incentivar hábitos alimentares saudáveis entre os estudantes.
De acordo com a nutricionista Aline Monteiro, a escola desempenha um papel importante na formação dos hábitos alimentares das crianças.
— A escola também é um ambiente de educação alimentar. Nós procuramos plantar essa sementinha da alimentação saudável. Aqui estamos em uma escola de educação infantil, então é zero açúcar até os três anos, justamente para que as crianças aprendam desde cedo. Nenhuma criança aprende se não estiver bem alimentada — destaca.
A conquista também evidencia o trabalho desenvolvido nas cozinhas escolares e o aproveitamento de alimentos produzidos localmente. Com ingredientes simples e acessíveis, o sagu tropical transformou frutas da estação em uma receita premiada nacionalmente, levando o nome de Piratini para além das fronteiras do Rio Grande do Sul.
Premiação
As 55 merendeiras e merendeiros vencedores receberão premiação individual de R$ 5 mil. As escolas representadas pelas receitas vencedoras também serão contempladas com R$ 8 mil cada, destinados à aquisição de equipamentos ou à melhoria da infraestrutura das cozinhas escolares.
Além disso, as preparações selecionadas serão reunidas em um e-book que reunirá experiências e boas práticas da alimentação escolar em todo o país.
A iniciativa integra o projeto Alimentação Escolar Nota 10 do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC).
Fonte: GZH Zona Sul